Sinproesemma reúne com Comissão de Educação da Assembleia Legislativa

A direção do Sinproesemma reuniu na manhã desta quarta-feira, 15, com a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Maranhão. Presidida pelo Deputado Ricardo Arruda, estiveram presentes ainda os deputados Júlio Mendonça, Wellington do Curso, Hemetério Weba, Leandro Belo e Aluísio Santos.

O presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, explanou sobre a conjuntura da Campanha Salarial 2023 dos trabalhadores em educação que está baseada no tripé da formação e qualificação dos educadores, a infraestrutura das escolas e a valorização de todos os trabalhadores em educação do Maranhão.

Oliveira chamou a atenção dos deputados e explicou que as titulações dos professores seguem acumuladas, muitos com mais de 4 anos sem receber os seus direitos, as progressões de mais de 6 mil professores estão atrasadas, problema na infraestrutura das escolas, falta de merenda escolar, demora nas portarias de aposentadoria que faz com que a folha do Fundeb fique inchada, trabalhadores de empresas terceirizadas com salários atrasados em mais de três meses e a negativa do reajuste salarial de 14,95%, como estabelece a Lei do Piso e o Estatuto do Magistério.

“Explicamos para os senhores Deputados a real situação da educação pública do Maranhão e da disponibilidade do sindicato em dialogar para pôr fim a esse impasse. Estamos nas ruas porquê vários direitos dos trabalhadores em educação estão sendo negados pelo governo do Estado, mesmo em uma quadra de acréscimo nas receitas da educação, tanto pelo Fundeb e Tesouro Estadual”, disparou Oliveira.

Encaminhamentos

Como encaminhamento, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa irá solicitar uma reunião em caráter de urgência com o vice-governador e secretário de educação, Felipe Camarão; solicitar documentação sobre as contas da educação para a SEDUC e também acompanhar a mesa de negociação com o governo do Estado, representando a ALEMA.

Proposta

O deputado Leandro Belo endossou a proposição do Governo do Estado de reajuste de 11%, em três parcelas, sem a pauta financeira (progressão e titulação), para encerrar o movimento grevista e continuar o diálogo com a categoria.

A direção do Sinproesemma prontamente refutou a proposta do deputado, pois não se justifica encerrar a greve mediante a manutenção rebaixada da proposta do Governo e ratificou a continuação do diálogo com todos os atores.

“Os trabalhadores em educação não gostam de estar nas ruas pegando chuva e sol. Se estamos nas ruas é porque lutamos pelo o que é nosso por direito. A nossa greve é legítima e seguiremos firmes buscando a nossa valorização e uma educação pública de qualidade. Vamos continuar com as nossas mobilizações e não vamos nos calar diante da intransigência do Governo do Maranhão que não está disposto a encerrar o movimento grevista e garantir aos nossos alunos maranhenses a educação digna que merecem”, pontuou Oliveira.

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