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Sinproesemma de São José de Ribamar faz manifestação cobrando reajuste salarial e outros direitos

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), núcleo de São José de Ribamar, realizou nesta quinta-feira (10), uma paralisação de advertência e um ato público em defesa dos direitos dos trabalhadores em educação da rede de ensino do município.

Os educadores de Ribamar cobram do prefeito Luís Fernando Silva o pagamento de 95 progressões de 2017, com o percentual de 13% que representa o interstício de a cada quatro anos de tempo de serviço; o pagamento de 47 promoções, regularização da merenda escolar, reforma nas escolas e o pagamento do reajuste do piso de 2018, de 6,81%, retroativo a 1º de janeiro.

“Desde o mês de janeiro estamos tentando uma negociação através de várias reuniões com a Secretaria de Educação do município, com pauta sobre o reajuste de 6,81%, promoções, progressões, difícil acesso e outros. Mas, sem nenhum êxito. Tentamos também sensibilizar os vereadores do município solicitando que fizessem interlocução junto ao poder executivo para que as demandas dos educadores fossem atendidas, mas também não tivemos nenhuma resposta. Todas as reuniões que tivemos de janeiro para cá não garantiram nosso reajuste e nem os outros direitos pleiteados”, disse Ilza Almeida, coordenadora do núcleo do Sinproesemma de Ribamar.

Após concentração na Praça do Cruzeiro, com o forte protesto dos professores diante da intransigência do prefeito, os educadores, acompanhados por estudantes, saíram em caminhada com paradas em frente a Secretaria Municipal de Educação, Câmara dos Vereadores, Fórum da Justiça, finalizando na sede da prefeitura, onde foram recebidos pelo prefeito Luís Fernando.

“Sabemos que os valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) que entraram nos cofres da prefeitura, nesse trimestre, são suficientes para garantir os direitos dos trabalhadores em educação. Por isso, paramos, para unirmos nossas forças e cobrar nossos direitos ao prefeito”, destacou Ilza Almeida.

Em reunião com os educadores, Luís Fernando se comprometeu em apresentar propostas à categoria. “Iremos apresentar quatro propostas para a categoria, pois queremos garantir os direitos dos professores e dos mais de 23 mil alunos da rede”, disse o prefeito que, diante da manifestação dos professores, decidiu antecipar para esta sexta-feira (11), a reunião com os educadores, que estava prevista para o dia 18 deste mês.

Outras cobranças

Na reunião com o prefeito, a professora Flavia Leite fez algumas cobranças ao gestor referentes à estrutura de escolas. “Já fui professora do Liceu Ribamarense 1 e 2, e gostaria que você se sensibilizasse com a demais escolas e não somente com estas duas. Na escola Municipal Professor Leda Tajra Chaves, por exemplo, onde leciono atualmente, estamos com problema de segurança. Há alguns dias foram encontradas drogas com um aluno e nenhuma providência foi tomada pela Secretaria de Educação. Gostaria que o senhor fizesse um plano de ação para as outras escolas do município”, cobrou a professora.

A maior greve já realizada foi em 2014, com paralisação de 51 dias. Em 2017, os professores perderam sete meses, porque o prefeito pagou o reajuste somente em agosto, sem retroativos. O sindicato teve que entrar na justiça para cobrar as diferenças. Este ano, já em maio, e os professores ainda lutam para obter o reajuste atual, que deveria ter sido concedido em janeiro.

“O Núcleo do Sinproesemma tem uma longa história de lutas e conquistas. Essas conquistas só foram possíveis porque a categoria se mostrou sempre unida e coesa. Fomos para a rua debaixo de chuva, sol, em defesa dos nossos direitos e da qualidade de ensino. Lutamos pela aprovação de nosso plano de cargos e carreiras, pela implantação das promoções, difícil acesso, reajuste salarial e outros. Os ganhos que tivemos só foram possíveis porque reconhecemos que juntos somos fortes e fazemos a diferença”, finalizou Ilza.

 

 

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