Sinproesemma alerta para o perigo de volta às aulas no Maranhão

O Maranhão encontra-se na fase vermelha com média móvel crescente e número de leitos e internações em crescimento. Os números chegam a mais de 4.700 mortes e quase 208 mil casos no Estado. No Brasil, já são mais de 225 mil mortes e nove milhões e duzentos mil casos de Covid.

Em meio ao debate nacional sobre a volta às aulas e a crescente onda de casos de Covid no Brasil, onde a média móvel ultrapassa a marca de 51 mil novos casos por dia, com mais de 1.000 mortes, as previsões para o reinício das aulas na rede pública estadual se mostram muito preocupantes e acendem o sinal vermelho.

A descoberta de uma nova variante do vírus em Manaus que se mostra mais contagiosa e perigosa e a limitada quantidade de vacina para a população brasileira, em um Plano Nacional que colocou os Trabalhadores em Educação com prioridade somente na quarta etapa de imunização aumentam a preocupação da direção do Sinproesemma para o reinício das aulas, conforme Portaria 080 da Seduc de 01 de fevereiro de 2021.

Nos debates com o Governo do Estado sobre o reinício das atividades presenciais na rede pública estadual, o Sinproesemma sempre esteve pautado nas diretrizes da Ciência, observando os parâmetros e protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das autoridades sanitárias, parâmetros esses que foram corroborados pela Secretaria de Educação, que adotou medidas responsáveis e baseadas nos estudos científicos sobre a Covid-19.

“O Governo do Estado e a Seduc sempre estiveram caminhando à luz da ciência no enfrentamento da Covid-19. Em 2020, na primeira tentativa de volta às aulas, em meio a pandemia, a direção do Sinproesemma avaliou que não havia condições sanitárias necessárias para o retorno das aulas e o Governo do Maranhão, adotando medidas responsáveis e respaldadas nos protocolos da OMS e das autoridades sanitárias, não retornou com as atividades presenciais”, recordou Raimundo Oliveira, presidente do Sinproesemma.

Considerando o atual momento, que aponta para a segunda onda da Covid-19 no Brasil, entidades educacionais como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o movimento Todos pela Educação, Sindicatos e alguns governadores, assim como o Sinproesemma reivindica a necessidade de vacinação dos Trabalhadores em Educação e a comunidade escolar como requisito para a volta às aulas presenciais ou não presenciais no formato híbrido.

“Apesar da irresponsabilidade e da incompetência do Governo Federal com o coronavírus, já temos e iniciamos a vacinação em todo o Brasil, mesmo que de forma muito restrita. É de suma importância que os trabalhadores em educação sejam inseridos como prioridade e esse tem que ser o esforço do Governo do Estado, ainda na primeira fase de imunização, como forma de garantir o reinício das aulas presenciais de forma segura. Inclusive o Sinproesemma já disponibilizou todas as sedes administrativas e sociais do sindicato no Estado para funcionar como posto de vacinação”, ratificou Oliveira

É importante lembrar que enquanto a vacina não chega para todos, as medidas de proteção estabelecidas pelas autoridades sanitárias, como o uso de máscara, distanciamento social, lavagem das mãos e uso de álcool em gel, assim como evitar aglomerações ajudam a salvar vidas.