O SINPROESEMMA realizou nesta terça-feira, 14 de abril, uma Mesa Redonda que tratou sobre a “Educação e o combate à violência contra as minorias e ao feminicídio”. A atividade reuniu educadoras e educadores e faz parte da programação da 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública.
O evento aconteceu no auditório da CDL e debateu como a escola pode ser o principal agente de transformação social e proteção de crianças e mulheres.
A palestrante convidada, delegada Kazumi Tanaka, trouxe relatos importantes sobre a realidade da violência doméstica e do abuso sexual contra crianças. Tanaka alertou aos educadores para a necessidade de um olhar sensível e diferenciado nas escolas.
“Quando uma menina é vítima de violência sexual dentro de casa, o agressor não vai agir apenas uma vez. Ele o fará tantas vezes quantas tiver oportunidade. Precisamos imaginar o trauma psicológico de uma criança sendo apresentada ao sexo de forma brutal e ameaçadora”, destacou Kazumi.
Ela também reforçou que o professor é, muitas vezes, a única rede de apoio capaz de identificar marcas e mudanças de comportamento dos alunos.
Além disso, Kazumi Tanaka apresentou dados alarmantes que evidenciam o crescimento da violência contra a mulher no Brasil. A delegada destacou que esse cenário não é isolado, mas resultado de uma estrutura patriarcal que naturaliza desigualdades e violências. No entanto, embora o problema tenha se agravado, o debate sobre o tema também tem ganhado mais visibilidade.
O diálogo foi potente, marcado pelas falas de diversas educadoras que trouxeram suas vivências, denúncias e reflexões. As contribuições enriqueceram o encontro e evidenciaram que ainda há muitos desafios a serem enfrentados e transformados na sociedade.
O evento foi, sobretudo, um chamado à ação para todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação do Maranhão contra a violência.
O presidente do SINPROESEMMA, Raimundo Oliveira, finalizou a mesa redonda destacando como a educação pode transformar uma sociedade.
“Nós temos a capacidade de nos transformar e entender que vivemos um outro momento, e essa mudança passa, obrigatoriamente, pela educação. A transformação da sociedade precisa começar no berço, na formação da criança, seja ela menino ou menina. Precisamos agir para que esses males da violência não sejam vetores enraizados na vida dos nossos jovens”, declarou Oliveira.
“A proteção à vida é o nosso ponto principal. Superar a violência é superar o machismo e o preconceito. A semente plantada hoje nesta mesa redonda deve florescer em cada sala de aula, garantindo um futuro mais seguro para as nossas filhas, netas e para toda a sociedade”, completou o presidente.
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipal do Estado do Maranhão
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