
O SINPROESEMMA, por meio da Secretaria da Mulher Trabalhadora, realizou um webinário focado no papel das educadoras no enfrentamento da violência de gênero. O evento, integrante da programação do Mês da Mulher, ocorreu na terça-feira, 03 de março, com transmissão pelo canal oficial da entidade no YouTube.
Participaram do debate o vice-presidente do Sinproesemma, Fábio Orlan; a secretária da Mulher Trabalhadora, Arlete Sales; a 1ª secretária adjunta, Queila Cristina; e a doutora em Teoria do Comportamento e professora da UEMA, Neuzeli Maria de Almeida Pinto.
Os debatedores ressaltaram que a educação é o pilar central no combate à violência contra a mulher. A premissa defendida é que a mudança de mentalidade não deve focar apenas no adulto, mas iniciar-se na primeira infância. A escola possui o poder institucional de desconstruir o machismo estrutural ao promover valores de respeito e igualdade desde cedo.
A professora Neuzeli alertou para a persistência de práticas arcaicas que ainda segregam “brincadeiras de menina” (focadas no cuidado e ambiente doméstico) de “brincadeiras de menino” (voltadas ao desafio e ao mundo público). Segundo a especialista, essa separação limita o desenvolvimento econômico e cognitivo das mulheres a longo prazo.
“As relações de gênero perpassam pela escola. Como instituição que transmite conhecimento, a escola não pode se omitir de ensinar diretrizes e valores de respeito. Não podemos deixar de fora as questões de gênero”, destacou Neuzeli Pinto.
A secretária Arlete Sales reforçou que essa luta é uma prática cotidiana: “Nossa militância não se restringe ao mês de março; é uma tarefa de 365 dias por ano. As educadoras exercem uma influência poderosa no ‘chão da escola’ e são peças-chave para semear uma cultura de paz e equidade”, pontuou Arlete.
Já o vice-presidente Fábio Orlan pontuou que a violência é um problema sistêmico e que educadores são agentes estratégicos para identificar sinais de abusos domésticos entre os alunos e orientar as famílias.
“Muitas vezes, o imaginário comum limita a violência à agressão física por ser a mais visível. Mas, antes do feminicídio, ocorrem violências psicológicas, sexuais, morais e patrimoniais que precisam ser combatidas na raiz”, declarou Orlan.
O presidente do SINPROESSEMMA, Raimundo Oliveira, reafirmou sobre o compromisso da entidade em duas frentes indissociáveis: o currículo escolar e a proteção da categoria. Sobre o impacto na formação dos alunos, Oliveira destacou:
“A educação é a ferramenta mais poderosa para desconstruir a cultura do machismo e da violência que, infelizmente, ainda persiste em nossa sociedade. O Sinproesemma reafirma o compromisso de que essa discussão deve permear o currículo escolar, pois é na sala de aula que formamos a consciência das futuras gerações para o respeito e a igualdade”, declarou.
Contudo, o presidente ressaltou que esse trabalho pedagógico só é pleno se as trabalhadoras em educação estiverem protegidas e valorizadas.
“Nossa categoria é composta majoritariamente por mulheres guerreiras que, além da jornada em sala de aula, enfrentam duplas e triplas jornadas em casa. O Sinproesemma entende que lutar pela valorização da educação é também lutar pela integridade física e emocional das nossas trabalhadoras. Não aceitamos nenhum tipo de violência e continuaremos firmes nessa trincheira”, completou Oliveira.
Assista o webinário completo no youtube:
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