
Diversas entidades que representam os servidores públicos do Estado iniciaram, na manhã desta quinta-feira, 19, uma grande campanha em defesa do Hospital Carlos Macieira, com um ato público realizado em frente à Biblioteca Benedito Leite, no Centro de São Luís.
O objetivo da campanha, intitulada “O Carlos Macieira é nosso”, é exigir que o governo do Estado devolva o hospital para os servidores, que foi transferido para Sistema Único de Saúde (SUS), sem nenhum diálogo com a categoria, que contribuiu, financeiramente, por muitos anos, para a construção da casa de saúde.
Além de suspender o atendimento ao servidor, no Carlos Macieira, o governo disponibilizou aos cerca de 100 mil funcionários outra unidade, terceirizada, que não tem a mesma estrutura do Carlos Macieira, além de apresentar graves problemas como dificuldade de acesso e insegurança.
Dezenas de servidores compareceram no ato público e assinaram um abaixo-assinado, que será utilizado para respaldar a ação judicial contra o Estado, o próximo passo que será dado pelas entidades para exigir o Carlos Macieira de volta. O abaixo-assinado também vai percorrer as principais instituições públicas estaduais, por intermédio dos sindicatos engajados na luta em defesa do hospital.

Vários dirigentes sindicais deram contribuição no ato publico, denunciando o descaso do governo com o servidor público. Eles também distribuiram panfletos à população, nos quais explicam como aconteceu o processo de mudança do atendimento ao trabalhador e a transferência do hospital para outra gestão, sem dar conhecimento aos seus legítimos donos.

Um dos pontos questionados pelos sindicalistas refere-se à aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (FEPA). Para o diretor de Comunicação do Sinproesemma, Júlio Guterres, atualmente, os servidores do Estado desconhecem o destino das suas contribuições. “Não sabemos o que é feito com a nossa contribuição. É uma caixa preta”, denuncia.
Júlio também chamou a atenção para o decreto 27.804, assinado em 7 de novembro de 2011, pelo governador em exercício, Washington Oliveira. “No ano passado, o governo do Estado transferiu 30 milhões de reais do FEPA, dinheiro do servidor público, para a Caema. Um recurso que não tem retorno, porque a companhia de abastecimento de água está quebrada”, lembra.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), professor Júlio Pinheiro, também deu sua contribuição no lançamento da campanha e repudiou a atitude do governo. “O hospital foi construído com a contribuição do trabalhador e não pode ser retirado do servidor público pelo Estado. É um desrespeito”, desabafa.
