Uma situação que precisa ser esclarecida pelo governo do Estado à sociedade: enquanto as pesquisas do IBGE colocam o Maranhão em posição de destaque entre os estados que possuem os piores índices educacionais, por outro lado o governo do Estado inicia uma reorganização da rede pública de ensino, que se traduz em fechamento de escolas.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) quer explicações do governo do Estado sobre o fechamento de escolas públicas, ocorrido em vários municípios do Maranhão, medida que tem causado grande indignação entre a comunidade escolar.
O Sinproesemma encaminhou, nesta quarta-feira, 11, ofício à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), solicitando audiência com o secretário João Bernardo Bringel, para tratar do tema, que motivou várias denúncias, recebidas pela entidade, nas últimas semanas.
“Queremos saber o que está acontecendo, pois o secretário, João Bringel, disse que não faria qualquer mudança na rede, sem antes consultar a comunidade escolar e o Ministério Público Estadual”, afirma o presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro.
As denúncias, que partiram de pais, estudantes e professores, foram apuradas pelo presidente do sindicato, que percorreu vários municípios, nesta semana. “Em Rosário, por exemplo, quatro escolas já fecharam as portas. Em Pinheiro, também encontramos quatro escolas fechadas”, constata o sindicalista.
Segundo Júlio Pinheiro, a reorganização da rede de ensino estadual está sendo feita pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), com o argumento de acabar com as vagas ociosas na rede. No entanto, as alterações geraram revolta e indignação na comunidade escolar, que não estava preparada para as mudanças e não compreende o sentido da medida extrema de fechamento das escolas.
Professores, pais e estudantes acreditam que as mudanças irão interferir significativamente na rotina da comunidade, principalmente, no deslocamento de alunos e educadores. “Em todos os municípios onde está sendo realizado o processo de reorganização, a sociedade já manifestou insatisfação, inclusive com atos públicos e reuniões para discutir o assunto”, informa Júlio Pinheiro.
Em Rosário, por exemplo, houve uma grande manifestação na semana passada, na qual a comunidade escolar protestou contra o fechamento da Escola Benedito Leite. A Seduc decidiu, sem dialogar com a comunidade, transferir seis salas de aula da escola para o Colégio Raimundo João Saldanha.

Já, em Pinheiro, houve reunião entre professores, estudantes e pais de alunos, que querem explicações do governo para o fechamento de quatro escolas no município. A comunidade de Pinheiro também foi às ruas da cidade protestar contra o fechamento da escola Elizabete Carvalho e de salas de aula do ensino médio da escola José de Anchieta.